A Hora do Planeta é um movimento anti-aquecimento global da ONG WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global, realizada desde 2007. Em um período de 60 minutos (correspondente a 1 hora) do último sábado de março de cada ano, governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o planeta.
No último sábado, dia 26, o mundo atendeu ao chamado contra o aquecimento global e várias cidades apagaram as luzes por 60 minutos para chamar a atenção de todos sobre o futuro da Terra. Com a participação oficial de 20 capitais e um conjunto de 123 cidades, além de mais de 1.948 empresas e organizações, a Hora do Planeta 2011 bateu um recorde de participação desde que o evento global é realizado no Brasil, há três anos.
O Instituto Federal do Acre - Campus Sena Madureira, atento a uma educação voltada para uma formação integral, cidadã, conectada e comprometida com a sociedade, desenvolveu atividades sobre o tema da Hora do Planeta ao longo da semana que antecedeu o dia do ato simbólico. Destaque para a nova turma do Curso Técnico em Cooperativismo que debateu temas ambientais e sociais nas aulas de Sociologia, o que resultou na produção de cartazes que foram expostos na Praça Central do município, além da confecção de um jogo ecológico gigante para interação com as crianças.
O ato simbólico contou com a participação de aproximadamente mil pessoas em Sena Madureira, que lotaram a Praça 25 de Setembro, no centro da cidade. Esta foi a primeira participação do município nesta ação global contra as causas do aquecimento global. O ato simbólico aconteceu com o apagamento das luzes da praça, exposição de cartazes produzidos pelos alunos do IFAC Sena Madureira e Escolas da rede municipal e estadual, encenações de grupos de teatro jovem, capoeira, jogo ecológico com as crianças e a presença da população que atendeu ao convite e compareceu vestidos de branco como símbolo da paz e com velas acesas.
Para o Professor Jairo Pinto de Almeida a expressiva presença dos Sena-Madureirenses ao ato simbólico revelou a preocupação e a atenção de todos às causas do aquecimento global e o gesto concreto de cidadãos e cidadãs conscientes da sua responsabilidade e compromisso em garantir um mundo habitável para as futuras gerações. O sucesso do evento, segundo ele, se deu, sobretudo devido à articulação realizada pelo IFAC em Sena Madureira entre a Prefeitura Municipal, que aderiu oficialmente pela primeira vez à Hora do Planeta junto às 123 cidades brasileiras participantes nesta edição, Secretarias Municipal e Estadual de Educação, Escolas, Igrejas, Associação de Jovens Arco-Íris e as rádios locais. “Sena Madureira ao realizar pela primeira vez seu ato público simbólico pela proteção da vida do Planeta, demonstrou não apenas para o mundo o seu compromisso, mas para a própria comunidade que os Sena-Madureirenses estão sensibilizados, conscientes e unidos pela causa maior do bem comum”, declarou o Professor Jairo do IFAC Sena Madureira.
Na sexta-feira 25/03, a turma de Agroecologia assistiu ao documentário "O Areal" (direção do chileno Sebastián Sepúlveda) na disciplina Desenvolvimento e Meio Ambiente. O filme conta a história de uma comunidade quilombola chamada Guajará, distante três horas de barco da capital Belém do Pará, que segundo a estudante Kellyane bem poderia ser cofundida com uma comunidade do Acre.
Em Guajará vivem descendentes de escravos que no filme contam as histórias dos fantasmas da casa grande, da Matinta Perera, dos lobisomens que eram conhecidos na comunidade, da Mãe do Areal e outros causos que se passavam no lugar, uma área de 100 hectares de areia cheia de mistérios, segredos e encantos... que dá um estouro e enche d'água... onde se ouve cantar uma moça penteando seus cabelos compridos... Além disso, os moradores mostram seu cotidiano, festas, pescarias, casas de farinha... modos de vida.
Outro tema importante aparece nesse contexo: um complexo de pontes e rodovias é construído e a alça viária aproxima-se cerca de 10 quilômetros da comunidade de Guajará. Três anos depois, com a ponte em funcionamento, a comunidade "é visada pelos grileiros" e passa a vender a areia do areal, que já aparece com as caçambas, caminhões e tratoristas... pessoas passando o tempo todo... novas roupas... novas construções... trazendo muitas mudanças na vida e principalmente nas crenças da comunidade. 

