Entidade fará parte da direção do complexo industrial de pescado da região
Fundada nessa segunda, dia 25, a Central de Cooperativas de Piscicultores do Acre, a Acre Peixes. A entidade fará parte da direção do complexo industrial de peixes da Amazônia, a Peixes da Amazônia SA, com 25% das ações da empresa. Também foi aprovado o estatuto e eleitos os conselhos deliberativo e fiscal e a diretoria executiva.
A Central de Cooperativas de Piscicultores representa produtores familiares de piscicultura dos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Bujari e Cruzeiro do Sul. O governo do Estado vai apoiar a entidade custeando a sua cota de participação como acionista do Complexo Industrial de Peixes da Amazônia.
Segundo a coordenadora de Associativismo e Cooperativismo da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Maria da Conceição França Maia, todas as cooperativas de piscicultores estão representadas na Acre Peixes. O presidente do conselho deliberativo eleito representa a Cooperpeixe Juruá, de Cruzeiro do Sul.
O complexo industrial que está sendo projetado contará com um frigorífico especializado em peixes, um centro de produção de alevinos e uma fábrica de ração. O governo federal e estadual está investindo mais de R$ 50 milhões no complexo industrial. O fomento ao desenvolvimento da piscicultura é um dos principais programas do governo e prevê a construção de mais de cinco mil hectares de lâmina d’água para a criação de peixes.
– O desenho da cadeia produtiva do peixe segue a linha de priorizar os produtores familiares porque queremos inclusão social, empoderamento das comunidades e desenvolvimento sustentável – disse o secretário Lourival Marques.
A central de cooperativas é a união das entidades e seus associados em um único órgão, que ficará encarregado de representar todos os produtores perante a indústria do pescado. O objetivo principal é garantir que os piscicultores possam planejar, junto com o governo do Estado e entidades privadas, as ações e tomar decisões que sejam vantajosas para todas as partes envolvidas.
disponível em: http://www.canalrural.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=2§ion=Canal%20Rural&id=3288023&action=noticias
GOVERNO DO ESTADO DO ACRE


Na sexta-feira 25/03, a turma de Agroecologia assistiu ao documentário "O Areal" (direção do chileno Sebastián Sepúlveda) na disciplina Desenvolvimento e Meio Ambiente. O filme conta a história de uma comunidade quilombola chamada Guajará, distante três horas de barco da capital Belém do Pará, que segundo a estudante Kellyane bem poderia ser cofundida com uma comunidade do Acre.
Em Guajará vivem descendentes de escravos que no filme contam as histórias dos fantasmas da casa grande, da Matinta Perera, dos lobisomens que eram conhecidos na comunidade, da Mãe do Areal e outros causos que se passavam no lugar, uma área de 100 hectares de areia cheia de mistérios, segredos e encantos... que dá um estouro e enche d'água... onde se ouve cantar uma moça penteando seus cabelos compridos... Além disso, os moradores mostram seu cotidiano, festas, pescarias, casas de farinha... modos de vida.
Outro tema importante aparece nesse contexo: um complexo de pontes e rodovias é construído e a alça viária aproxima-se cerca de 10 quilômetros da comunidade de Guajará. Três anos depois, com a ponte em funcionamento, a comunidade "é visada pelos grileiros" e passa a vender a areia do areal, que já aparece com as caçambas, caminhões e tratoristas... pessoas passando o tempo todo... novas roupas... novas construções... trazendo muitas mudanças na vida e principalmente nas crenças da comunidade. 
